
ruas monótonas
monocromáticas
tão vívidas quanto um fax
paleta de brancos, de pretos e cinzas
e o amarelo desbotado de um táxi
esquinas monódicas
monotemáticas
emboca o artista seu sax
em sonoridades melancólicas
de uma miséria assaz
praças monumentos
monárquicos
berço esplêndido de tanta gente
terras de pombos e plebes
e uma nobreza poente
tempos mudos
monossilábicos
geração de uma angústia premente
intransponível faixa dupla contínua
do asfalto presente
…
Autor: Luciano Motta
Oi Lu!Fiquei encantada com seus versos, me lembram e me trouxeram uma saudade apertada no peito de um amigo muito querido meu… Um deleite lê-los…
Muitíssimo grata pela visita… aqui neste cantinho só seu, serei uma visita constante.
Bjos!
Ro
(ah, se tiver curiosidade, aqui o blog do amigo querido: http://serginhoreis.blogspot.com )
Rosi, será um prazer ter a sua visita por aqui, e seus comentários também. Dê sempre aquele feedback, ok? Fique na Paz!